segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mais um caso de calote no jornalismo goiano

O texto anteriormente postado neste espaço foi retirado do ar. Optei por esta postura, por questão de segurança. Isso mesmo. Apesar de ter, anteriormente, escrito sobre algo que, de fato, ocorreu, sem tom ofensivo, achei melhor excluí-lo. Um dos motivos para a auto censura foi a possibilidade de alguma represália, que pudesse me prejudicar, de alguma forma.

domingo, 31 de maio de 2009

Curto post do adeus: Já era!

Acabou o que nem tão doce foi.

Fim do blog.

Ah, qualquer coisa, me encontre em www.twitter.com/fredleao

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Passados que condenam: Aaaah, a década de 1990

Zapeando pelo Youtube, assisti uma entrevista da Astrid Fontenele com a Rita Lee e eis que, dando uma busca pela apresentadora, achei uma pérola, na qual a estrela é outro jornalista e apresentador: Zeca Camargo.
Vejam e reparem no cabelo, na desenvoltura, no sotaque das palavras em Inglês, na existência de José Carlos de Brito Ávila Camargo. Como a pessoa se sujeita a aprecer na tevê com este cabelo? Sei lá se dá pra explicar. Repare também como ele faz a linha "rapaz alegre" (gíria idosa e careta da década de 1990). Astrid também merece destaque. Afinal, cortou o cabelo, mandou uma tintura vermelho menstruação, lavou com sabão de quadro e saiu ao vento de moto.
Deleite-se com esta pérolapopbrazucapseudodescoladanoventista:

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aniversário


Ontem o blog fez um ano. Lembrei da data, mas não postei nada. Nem sei se ele merece ser parabenizado, devido ao quão anda relapso seu dono. Em partes a culpa é do Twitter (www.twitter.com/fredleao) (será mesmo?), onde ando mais ativo. De novo, quase fechei este endereço, mas rola um remorso que nem sei explicar, já que os motivos para sentí-lo são beeem poucos.

Vamos ver até quando vai durar.

domingo, 1 de março de 2009

Tendência: democratização ou banalização?


Num surto de sabe-se lá o quê, jornais entram na onda de democratizar (ou ao menos dizer que democratizam) o conteúdo. Para isso, lançam mão da publicação de artigos escritos pelo público em geral, e não só por especialistas ou pessoas mais públicas, como antes. Em Goiás, desde a segunda metade do ano passado, o Diário da Manhã passou a abrir espaço para os artigos. Logo, eles tomaram conta das páginas, diminuindo muito o espaço para reportagnes e até notiícias, a essência de um jornal diário. Agora, a Folha de são Paulo anunciou que vai se reformular com atitudde semelhante a aplicada pelo DM.

Da Folha, espera-se que não caia no erro da banalização da opinião, tal como o DM. Lá, tomara que o conteúdo em forma de artigo a ser publicado tenha conteúdo e embasamento. Pois se é para diminuir os espaços da reportagem, que seja com conteúdo digno e bem elaborado.

No jornal paulista mais lido do País, podiam tomar conhecimento da experiência em território goiano para fazerem melhor. E isso não é discurso de jornalista ressentido (nem tanto).

Acontece que os artigos publicados do DM não costumam ter critério. Basta escrever, enviar junto com uma foto e pronto. O espaço acabou se transformando numa nova espécie de coluna social. Quem quer aparecer, digita qualquer coisa que lhe venha à mente, faz uma foto caseira e tchãran está bombando na página de um jornal de circulação estadual. Fora isso, o trabalho dos repórteres da casa fica drasticamente reduzido, tanto em tamanho, quanto em quantidade, boiando e ilhado pelos tais "artigos", que nem deveriam ser assim chamados.

Propostas como essas, ao que tudo indica, se confirmarão como tendência, sobretudo depois que a Folha adotá-la. A prática poderia ser válida, desde que utilizada com critério para que as páginas de jornais não virem vitrines para quem anseia por aparecer. Outro ponto é que a democratização não é tão aberta assim, já que textos com opiniões que ferem interesses importantes para um jornal, certamente não vão figurar em suas páginas, Nem na Folha, nem no DM, nem em lugar algum.

Cover: Beyoncé é campeã de paródias

O clipe de Single Ladies, da Beyoncé, deve ser o mais parodiado de todos tempos. Mas por quê? Difícil saber ao certo. O vídeo não tem nada demais, nenhuma pirotecnia, grandes efeitos especiais, nudismo, sexo, sangue, nada disso. Só a cantora dançando freneticamente para lá e para cá, com duas dançarinas, vestidas de maiôs pretos num fundo branco. Só. Apenas. Acontece que muita gente resolveu copiar a coreografica ensandecida de Beyoncé, que como diz uma amiga, parece uma galinha destroncada ao dançar.

O primeiro que bombou na web foi Shane Mercado, que gravou sua versão poucos dias após o clipe ter "vazado" na rede. O figura, que foi chamado de "a Bee da Beyoncé" dança que é uma coisa dodida, de fazer inveja a Michael Jackson nos tempos áureos e fez até participações em programas na televisão aberta dos Estados Unidos. Fora ele tem uma menininha e um cara com o dobro do peso da cantora que também entraram na daça da mulher de Jay Z. Até Justin fez um cover para um programa de tevê norte-americano. No Brasil, com certo retardo, na semana passada foi ao ar na Record uma versão feita pelos humoristas Mendigo, Gluglu e Marcos Mion.
Confira abaixo cinco das centenas de versões postadas no Youtube:


Shane Mercado, o pioneiro:


A menininha Ariana:


O cara com o dobro da massa corpórea de Beyoncé:


Justin, imitando a colega de showbizz:


Marcos Mion, Mendigo e Gluglu,numa versão "porta" da Beyoncé:

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Política e imprensa: Quando a escrotice impera


O exemplo vem de perto e está na telas de segunda a sexta-feira na terra do pequi. Não bastasse o programa popularesco, sem o mínimo capricho que permanece por duas horas no ar, o político e “comunicador” ainda decidiu colocar seu ego gigantesco durante mais uma hora em rede de televisão. A incursão, por mais que ele, o apresentador de boca extensa, tal como um clown, chame de telejornal está longe disso. O tempo é gasto com comentários esdrúxulos, sem embasamento algum e que às vezes denigre e acusa injustamente.


O clown travestido de jornalista deve sucumbir no próprio ego (que não caberia nem nos maiores estúdios hollywoodianos) qualquer dia desses, ao vivo. Haverá espanto? Não, para alguns não, ao contrário da maioria espectadora formada por inocentes e desesperados sociais que o acompanha. A tal verdade estampada e proferida pelo ser em questão, pertence a ele apenas. Ao menos é o que se passa em sua vã cabeça.


A quem não pode fazer nada contra e ainda precisa destinar trabalho comprometido, ao contrário do dele, resta vaiar silenciosamente na platéia com o gosto de quem espera que o picadeiro se desfaça, quando o traseiro que ocupa o trono mudar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Quando o coll se veste de brega e fica legal


Vi hoje A banda Sua Mãe, que tem Wagner Moura como vocalista, num programa de tevê. Ele disse que no início faziam covers de The Cure e o negócio foi mudando até virarem cover de Reginaldo Rossi e Odair José. Eis que no fim eles tocaram Creep, do Radiohead, numa versão brega, com direito a acordes de órgão, típicos do estilo. E não é que ficou massa? Não é a oitava maravilha da música, mas coisas assim acabam sendo divertidas.

Ao ver isso, fiquei imaginando a linha que separa o legal do trash. A impressão é que as duas coisas, às vezes podem morar bem perto. Outro exemplo, também de música, aconteceu uma das últimas ações do Estúdio Coca-Cola, que juntou no palco Calypso e Paralamas do Sucesso. A primeira impressão é de que iria dar merda. Mas não. As duas bandas têm muito em comum, como o suingue e alguns elementos da música latina, como a caribenha. No final, tirando a voz insuportável de Joelma (que não conserto), foi muito menos pior do que se esperava, mostrando de novo o estreito limite entre algo interessante e algo catastrófico.

Chega de recesso

O blog quase entrou em coma, mas está de volta.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mudança chata: Maldita reforma ortográfica


Novidades são bem vindas. Quase sempre. Este ano começou com uma um tanto desagradável: a vigência da reforma ortográfica. Vai ser um saco ter que, mais que de repente, escrever de maneira que até ontem era errada e agora é certa. Achei a reforma irritante, um saco, deprimente.

Escrever voo, linguiça, diarreia e antiaéreo vai ser difícil. O dedo vai continuar indo na tecla, como há alguns dias, até que o cérebro se dê conta. Em alguns aspectos (quase todos), a reforma parece ter empobrecido a Língua, como a exclusão do acento de pára, que diferencia o verbo da preposição. Das mudanças, a única coerente é o fim do trema, que já vai tarde. De resto, acho uma babaquice. Mas, fazer o quê ?! O jeito é quebrar a cabeça e ficar consultando listinha antes de revisar e escrever um texto, até que se automtize as regras.

Vamos ter que apelar a São Pasquale Cipro Neto.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Famosidades: Retropop 2008

Entre mortos e feridos salvaram-se todos, menos Marcelo Silva e Heath Ledger (não resisti ao humor afro-descendente). Taí um resumão de quem se deu bem nesse ano



Madonna
Senhora de meia idade? Que nada. Madonna fez 50 anos, com pique de 20. O ano foi atribulado para a coroa-garota do pop. Ela lançou disco - o que implica gravações de videoclipes e zilhões de capas de revistas -, saiu em turnê, foi biografada (sem autorização) pelo irmão e em meio a tudo isso se separou do marido Guy Ritchie, com quem era casada há sete anos. Nada disso parece ter a abalado. No Brasil, Madonna atraiu todos os holofotes durante os cinco shows que fez nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, para público em torno de 300 mil pessoas, no total. O fato é que o tempo passa, promessas pop surgem, desaparecem, estremecem e Madonna não perde o posto há 25 anos.

Turma do CQC
Capitaneado por Marcelo Tas, o octeto formado por atores vindos da comédia stand up, o CQC – Custe o que custar – começou tímido nas noites de segunda-feira da Band, mas caiu nas graças do público. O grupo surgiu como um novo fôlego no humor televisão brasileiro. O formato é importado da Argentina e repetido com sucesso em países como Chile e Espanha. O programa rendeu momentos memoráveis como o quadro Repórter inexperiente, no qual Danilo Gentili se passava por estudante de jornalismo que entrevistava de maneira atrapalhada personalidades como Aguinaldo Timóteo e José Luiz Datena.

Maísa Silva
Quem não viu, leu ou assistiu algo com a menina prodígio passou imune pelo mundo pop brasileiro neste ano. De mera apresentadora de desenhos animados nas manhãs de sábado, ela passou a ser capa de revistas e virou notícia pela espontaneidade e por pérolas como quando zombou de um telespectador que, ao atender a ligação, disse “alôr”. O sucesso fez brilhar os olhos de Silvio santos, que a chamou para um quadro em seu programa dominical. A tática deu certo, tanto que a audiência chega a encostar na de programas da Globo.


Heath Ledger
Pode soar estranho, mas, apesar de ter sido encontrado morto em janeiro, o ator australiano foi um dos grandes destaques de Hollywood neste ano. A atuação como o Coringa, em Batman – O cavaleiro das trevas, só rendeu elogios e fez o filme bombar nos cinemas. A empatia com o público foi tamanha, que um abaixo-assinado foi promovido na internet pra que o ator pudesse ser premiado no Oscar do próximo ano. Ledger recebeu indicação ao Globo de Ouro, que acontece em janeiro. Antes do Coringa, a atuação mais marcante havia sido em O Segredo de Brokebeack Mountain, filme em que protagonizou cenas de romance homossexual com o ator Jake Gylenhaal.

Alice Braga
A atriz foi o nome brasileiro mais badalado fora do País durante o ano. Alice, que começou a ganhar destaque com papel em Cidade de Deus, o maior sucesso cinematográfico nacional da década. A convite de Fernando Meirelles atuou em Ensaio sobre a cegueira e a notoriedade em Hollywood não tardou a vir. Antes, longe do convite de um brasileiro, ganhou papel em Eu sou a lenda, com Will Smith no papel principal. O destaque de Alice não é mero oba-oba de brasileiro deslumbrado. No começo do ano, ela foi capa de uma das maiores revistas de celebridades do mundo, a Vanity Fair, onde aparecia junto a nove jovens atrizes tidas como promessas no cinema.

Mallu Magalhães

Há um ano, poucos sabiam de quem se tratava. Entretanto desde fevereiro, quando a página dela no Myspace ultrapassou a marca das 250 mil visualizações, Mallu virou fenômeno indie. De lá para cá ela teve música em comercial de operadora telefônica - e com o dinheiro gravou o primeiro CD – excursiona com shows pelo País e concorreu a prêmios de música. A garota prodígio da música nacional, que era excluída na escola, adotou como ídolos Johnny Cash e Bob Dylan e se deu bem, como revelação em 2008. Não dá para negar que Mallu é pop. No último mês, a cantora de 16 anos foi notícia e virou rastilho de polêmica devido ao namoro com o músico Marcelo Camelo, de 30. Ossos do ofício!

Britney Spears
Se 2007 foi o ano do fundo do poço para a cantora(?) norte-americana, 2008 ficará marcado como sua redenção. Antes aparecendo por escândalos, agora Britney deu a volta por cima para recuperar o posto de princesa do pop. O caminho foi longo e inclui a recuperação da forma física, reaver a guarda dos filhos, gravação do novo disco e conseguir boa vendagem. Só na primeira semana de lançamento, o CD superou a marca de 600 mil cópias vendidas nos Estados Unidos. O ápice da recuperação aconteceu quando ela participou de um show de Madonna, em novembro. Circus, o disco de Britney lançado neste mês traz a cantora de volta às paradas de sucesso e aos holofotes por um bom motivo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Madonna: Será que (insira aqui sua dúvida)?


Ela vem aí. Madonna chega nessa semana ao Brasil, com toda a mega parafernália e despertando toda a rede de notícias e boataria, além da euforia costumeira. Como quase tudo que a cerca, surpresas podem vir. Dúvidas pairam na atmosfera pop:

Madonna vai dar entrevistas? Provavelmente não. Marília Gabriela, que a entrevistou há dez anos, ao ser perguntada se vai entrevistar a cantora, disse: "Nem se ela quiser"

Madonna vai aproveitar a vinda ao terceiro mundo para promover algo na linha "vamos salvar o mundo das cáries"? Seria uma jogada marketeira digna de espírito natalino, ainda que clichê.

Madonna vai usar sósia para alguma aparição pública? Vai saber, ela fez isso em 1993. Uma sósia desceu, ovacionada, do avião para que a popstar evitasse a fadiga.

Madonna vai virar assunto também por conta do afair? Sites divulgaram que ela trrá o novo namorado, o jogador de beisebol Alex Rodriguez, ao Brasil .

É aguardar para acompanhar a avalanche de notícias quando ela decolar por aqui.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Revival: Ser moderno é (também) ser antigo - 2


Há dois anos e dez meses escrevi um texto “Ser moderno é (também) ser antigo", que falava sobre revival na música pop. Hoje me lembrei dele ao ouvir dois discos: o EP do Cérebro Eletrônico e Japanpopshow, do Curumin. Com as músicas tive um déja vu. Nos dois discos há algo de antigo, do passado e ambos foram aclamados como alguns dos melhores álbuns do ano. Mas essa fome de passado não acontece só na música.

Na gastronomia, mesmo que não sofisticada, o fast food cansou. O cool é a slow food. Isso mesmo. Comida que leva tempo para ficar pronta. Essa que é boa em tempos corridos. O tempo da espera pelo preparo dá o tempero, assim como era feito antigamente. Nosso estômago também gosta de sabores retrôs.

A moda também vive disso. Quem acompanha desfiles e coleções vê que o mundo fashion vive de releituras. São peças inspiradas na década de 40, 50, 60, 70 e 90. Ou ainda mais longe, como no vestuário medieval ou oriental clássico.

Exemplos não param de pipocar em minha mente. O cinema está cheio deles, como refilmagens de roteiros de décadas atrás. Cinéfilos enchem a boa de saudosismo para citar e assistir e rever obras de diretores aclamados em tempos longínquos, que também inspira talentos contemporâneos que produzem para a nova geração.

Continuamos a nos encantar e nos empanturrar com o que vem do passado. Até quando isso vai durar? Pra sempre? Muito difícil saber.

domingo, 30 de novembro de 2008

Vamos ajudar Santa Catarina


Todos devem ter visto algo sobre a tagédia causada pelo excesso de chuvs em Santa Catarina. São desabamentos, deslizamento e enchentes. A coisa está muito feia e o sofrimento da população, muito grande. Acho que nem somos capazes de imaginar a calamidade da situação. As pessoas precisam de tudo: comida, água, roupa, colchões, abrigo. O pior é que a previsão é de mais chuvas no Estado. Mesmo à distânica é possível e fácil ajudar. A defesa Civil está recebendo doações em dinheiro por meio de conta bancária. Para doar a conta é 160.000-1, agência 348-4, Bradesco, em nome do Fundo Estadual da Defesa Civil. Não importa a quantia e vale o esforço de ir até a agência ajudar.
A Record está fazendo campanha. Em 24 horas arrecadou R$ 1.400.000. A Globo já ensaia uma. Quanto mais ações assim, melhor

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Oooops: Treino sob o comando de Maradona


Tá bom. A piada pode até não ser a mais original, nem eu chegado a futebol, mas é divertida. Vi isso no Blog do Tas, não resisti e reproduzo aqui.

domingo, 23 de novembro de 2008

Sugestão de disco: Only by the night - Kings of Leon

Eles apareceram para o mundo ainda moleques, da garagaem para os grandes festivais e fazendo som retrô. Agora, o Kings of Leon mostra que sobreviveu ao hype e que tem bala na agulha para continuar. O novo disco Only by the night é a prova disso. O amadurecimetno musical começa a vir e fórmula deixa de ser repetitiva.

Neste álbum, o clima setentista continua, mas sem exagero, mas os elementos country, muito usados pe eles anteriormente não aparecem com a força que tinham antes. A novidade é que as músicas aparecem mais climáticas, apesar de não terem perdido a energia.

O primeiro single Sex on fire é sucesso imediato, difícil de ouvir uma vez só. É simples, bem construída e o refrão não sai da cabeça. Outra que merece play é Crawl, com vocal meio quebrado numa base uniforme. Destaque também para Closer, que abre o disco, com introdução meio viajada e Be somebody.

Baixe aqui: Only by the night - Kings of Leon

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Série Persona Pop: Evandro Santo


Christian Pior é o personagem de maior sucesso na TV brasileira em 2008 e foi com seu intérprete uma das minhas primeiras entrevistas com alguém famoso, feita pessoalmente. Fui escalado de última hora. Preparei uns tópicos, fui até o Teatro Rio Vermelho, onde Evandro Santo apresentaria a peça de humor Ab-Surto. O cara foi simpático, com nada de deslumbre. Conversamos e ao chegar em casa para escrever... o gravador não tinha gravado nada. O desespero chegou. Eu não podia chegar ao jornal na segunda-feira sem a entrevista. Fiz um esforção e me lembrei das respostas de cabeça. No fim, entre mortos e feridos salvaram-se todos. Abaixo as perguntas e respostas mais interessantes.


Qual é a celebridade mais chata?Os mais chatos são os pares das celebridades.
Quem eu acho mais chato é o marido da Helena Ranaldi (Max Sette, integrante da Orquestra Imperial) e o namorado da Karina Bacchi, o Jean Fercondini. Na verdade, as celebridades não são chatas, a Ivete Sangalo é uma simpatia. As subcelebridades é que são insuportáveis.

E a mais cafona?
O mais cafona é o Supla, com aquele estilo “Londres uhuuul”. Não dá, fica meio ridículo. Se fosse algo original, tudo bem, só que ele pegou um estilo que já estava pronto e passou a usar.

O
que incomoda na fama?
É a pessoa que antes nem dava bola para você aparecer dizendo que é muito amiga, que sabe da sua vida.

Você viaja para muitos lugares badalados. Qual é o melhor lugar pra “ferver”?
O melhor lugar para baladas é o Brasil. O Rio de Janeiro é meu preferido. Não tem frescura, você beija quatro numa noite e está tudo certo. Tem lugar que é muito chique, muito bonito, mas aqui no Brasil é melhor pra ferver do que em qualquer outro lugar.

domingo, 16 de novembro de 2008

Sugestão de disco: Lobão - Acústico MTV


No ano passado, depois de muito esbravejar sobre as grandes gravadoras, Lobão fez as pazes e acertou com a Sony/BMG para o Acústico MTV. Os patrulheiros caíram em cima. Eu não vejo problema. O disco foi um dos melhores produzidos no Brasil em 2007. A direção artística é de Carlos Eduardo Miranda e o velho lobo mostrou que está em forma musical.

O set list tem de hits dos anos 80 até músicas da fase em que ele passou a vender discos em bancas de revistas. Está certo que o formato acústico já deu o que tinha que dar, mas com boa produção, bons músicos e criatividade dá para sair da mesmice. Foi isso que Lobão fez. Os arranjos vem com violinos, violoncelo, violas, num naipe de cordas muito bem trabalhado.

Afinação não é o forte do cara, mas ele sabe bem ganhar em outros aspectos, como a interpretação. No disco há várias faixas ótimas, que valem ser ouvidas na função repeat, como A vida é doce, emocionante A Queda, com bonitos arranjos de violinos, a divertida Rádio Blá (Eu te amo) e Decadence avec elegance com direito a palavrão .

sábado, 15 de novembro de 2008

E.U.A.: Ando com pena de Obama


A América enfim tem novo herói: Barack Obama. Isso nem é novidade. O que causa certa preocupação é o que está por vir. É muita esperança depositada numa só pessoa, é muita cobrança. Por enquanto é só comemoração. Os norte-americanos não desceram das nuvens desde o resultado das eleições presidenciais. Será que é possível que Obama faça tanto quanto se espera?

E, se mesmo com esforço e trabalho, não der? É aí que mora o perigo. O amor é vizinho de muro do ódio. Não é torcida contra da minha parte. Mas a expectativa é grande demais. Se ao menos ele conseguir fazer com que as coisas voltem a ser como na era pré-Bush, já dá pra acalmar as coisas por lá. Ser menos pior que o cowboy valentão da Casa Branca nã é tão difícil.

Obama precisa tomar cuidado com o caminhão de carisma que tem, para não virar figura do folclore popular, armadilha que o está esperando, vestida de azul vermelho e branco. O maior desafio talvez seja a própria áurea criada em torno dele.

domingo, 2 de novembro de 2008

Música: O que leva alguém a um show?


Fui ontem cobrir o Cerrado Rock Festival, que nem deveria ser chamado de festival, por ter apenas três bandas na programação. As atrações eram Tihuana, Mr. Gyn e Detonautas, com apresentações previstas nessa ordem. Felizmente os shows não aconteceram com essa sequência. Primeiro vieram Tihuana e Detoanautas.Ufa! Assistir Mr. Gyn é um suplício que eu não mereço. O Tihuana fez um show bem nornal, nada demais. Detonautas, como sempre mostrou a que veio, com nível superior à banda que os antecedeu e qualquer comparação com o grupo que os sucedeu seria covardia de minha parte. Com discruso político, sem tender à chatice, a banda capitaneada por Tico Santa Cruz, que sabe como conduzir uma platéia, conseguiu levantar quem estava disposto no Clube Jaó.

O que mais me instigou não foram os shows e sim o público presente. Primeiro tive pena da organização, devido à quantidade de pagantes. A previsão era de sete mil pessoas, mas havia no máximo a metade disso (não sou mestre em contagem de público). Já vi aquele lugar tomado de gente afoita por uma banda, em apresentação dos Paralamas do Sucesso, por exemplo. O que se via ontem foi o oposto. Vários espaços vazios e um público desinteressado.

Nos camarotes, a situação era ainda mais desoladora. Sujeitos ultra bombados reunidos em círculo posando para fotos como so bíceps enrigecidos , sem dar a mínima às músicas, garotinhas preocupadas em não bagunçar o cabelo esticado à base de chapinha, um ou outro poser (estes sim, um pouco interessados). O que aconteceu com o público do pop rock? Não foi sempre assim. Já presenciei cenas melhores. Por algumas vezes, Egypcio, vocalista do Tihuana ergueu o microfone para o público cantar junto e... o refrão não ecoou.

Talvez seja caretice minha, mas fico pensando no que pessoas que não se identificam com o som vão fazer num evento musical. Não gosto de trance, logo não vou em festas do gênero. Nem simpatizo com sertanejo, por isso não piso em shows de duplas que pipocam por aí. Muitos que estavam ali, pareceiam estar presentes só de corpo, como se fossem só para marcar presença e sair em sites de fotos de baladas, o que me faz sentir vergonha alheia.

Foto: Murillo Rodrigues