
A entrevista com Paulo Ricardo foi feita no intuito de compor uma matéria sobre show que ele fez em Goiânia no último dia 6 de setembro. Como o evento não teve assessoria de imprensa, comecei a batalha pelo site do cantor, que é bem pobre de informações. Liguei no escritório que o agencia e falei com a responsável por entrevistas. Fui informado que ele estava em viagem para os Estados Unidos, por isso a entrevista deveria ser feita por e-mail. Passei as peguntas (poucas) para o en dereço da assessora, que encaminharia a Paulo Ricardo. Dois dias depois as recebi respondidas. Ele foi curto e quase grosso. Respondeu muito burocraticamente. Se fosse para a Folha de São Paulo não seria assim, tenho certeza. A entrevista não rendeu um terço do que eu esperava e olhe que nem fui duro com ele nas perguntas. O resultado você vê abaixo.
Você já transitou pelo rock, romantismo, rock com elementos eletrônicos. Já foi acusado de não definir um estilo?
Já fui acusado sim mas parece que fui absolvido.
(Aí ele não diz sobre as tais acusações, bem monossilábico e superficial)
O RPM surgiu nos anos 80, que até hoje rende revival. Qual o lance dessa década (a de 80)?
São vários, a ruptura com o visual e a sonoridade hippie dos anos 70, a tecnologia, a alegria, no mundo a chegada da MTV. No Brasil o fim da ditatura, grandes bandas, canções marcantes, enfim,um verdadeiro cubo mágico de referências.
(Ufa! ao menos uma resposta minimamente aproveitável)
Há alguma chance de o RPM voltar aos palcos?
Sempre há uma chance, mas não há nada concreto no momento.
(Claro que sempre há uma chance. Tipo, sempre que o dinheiro falta)
A viagem aos EUA é por conta da gravação de um novo disco? O que pode adiantar sobre o novo trabalho?
São canções inéditas, com um parceiro americano, e todas em inglês, mas é um projeto para 2009/2010.
(Parece que ia tirar a mãe da forca. Quanta pressa!)
O que você tem ouvido ultimamente?
Vinícius, Radiohead e Seu Jorge.
(Como o contato foi via e-mail e respondido sem antecedência, tive que concluir que o tal Vinícius seja o de Moraes)